Uma nova semana que se inicia, depois de tantas mudanças e transformações que a última (assim como as anteriores) nos trouxe. O tempo é agora de um olhar para dentro, no sentido de ouvir a nossa própria vontade, o nosso coração, e dessa forma conseguir tomar decisões, escolher caminhos e assumir a responsabilidade das nossas próprias vidas, sem dramas, sem medos, sem dúvidas. Essa é a mensagem que o Eremita nos traz para esta semana.
Durante a nossa vida, constantemente, somos bombardeados com informação e opiniões, inputs que nos chegam de todos os lados e que condicionam as nossas decisões, os nossos passos e caminhos. Quando não conseguimos estar focados em nós mesmos e no nosso propósito, todas essas coisas que nos são bombardeadas tornam-se bloqueadoras, pois muitas são resultado dos medos que nos rodeiam, do julgamento a que somos constantemente colocados, e que, rapidamente, absorvemos em nós. Isso leva-nos a preocupações, a castrações e a culpas. A nossa mente está sempre cheia de pensamentos e dificilmente conseguimos ouvir o que realmente precisamos de ouvir.
O Eremita é uma carta que nos pede introspecção e recolhimento, que nos lembra que não é no meio do ruído e da azáfama que conseguimos ouvir a única voz que nos dá as verdadeiras respostas, a do nosso coração. Muitas vezes, precisamos de fazer uma das coisas mais difíceis que a sociedade em que vivemos nos pede, parar e reflectir, ouvir o nosso coração, ouvir a nossa vontade, discernir e dar voz à nossa própria sabedoria. Para isso, precisamos de compreender que tudo o que vivemos, aprendemos, sabemos e trabalhamos em nós mesmos tem de ser integrado e ajustado, de forma a podermos reconhecer que em cada um de nós existe um Mestre Interior, a nossa consciência, que precisamos de ouvir e reconhecer.
Esta semana é tempo de não darmos tantos ouvidos ao que está nas redes sociais, nas notícias, à vizinha do lado, aos amigos ou aos familiares, não nos permitirmos encher de pensamentos e energia dos outros, fomentando preocupações desnecessárias. Agora é o momento de nos recolhermos e reflectirmos sobre as mudanças que temos vivido e entregarmo-nos a uma tomada de consciência sobre tudo o que ainda pretendemos para as nossas vidas. Tal só é possível quando paramos e respiramos fundo, pois há um momento para acelerar e outro para esperar, e só dessa forma poderemos sentir, intuir e compreender qual o caminho a escolher, qual o próximo passo a dar.
Boa semana!
Leonardo Mansinhos

