Agosto já vai a meio e, na semana que passou, Júpiter entrou no signo de Virgem, numa tarefa árdua de sabermos plantar para colher mais tarde, aprender que tudo o que num dia se colhe, noutro, há algum tempo (ou muito tempo) foi colocado como semente na terra, teve de ser cuidado e alimentado para crescer saudável e dar não apenas um fruto, mas tantos e tantos. Essa é também a mensagem que a nossa conexão não traz esta semana, com o 7 de Ouros a ditar a energia dos nossos próximos dias.
Sim, é verdade que me tenho repetido durante largas semanas, relembrando a velha parábola do semeador, relembrando vez após vez que é preciso primeiro plantar para colher depois. No entanto, vivemos tempos de despertar, e isso faz com que muitos de nós, ao abrirmos os olhos pela primeira vez, queiramos logo identificar todas as cores e formas, reconhecer tudo o que nos rodeia. Despertar para quem somos, para o nosso caminho (e acredito que qualquer um que leia este texto e tantos outros que escrevo, estão nesse ponto da sua evolução), para um projecto, uma ideia, é também plantar uma semente dentro de nós.
Essa semente precisa de ser alimentada, cuidada, protegida e tratada, porque, assim como nada podemos fazer perante uma intempérie a não ser prepararmo-nos para ela, assim também nas nossas vidas não podemos impedir de um obstáculo nos aparecer, até porque eles derivam de caminhos que precisamos de fazer, escolhas que nos levam até lá. É o nosso trabalho interior, a nossa fé, a nossa dedicação ao nosso propósito de vida, conhecermo-nos e ouvirmo-nos a nós mesmos, que nos permite enfrentar cada intempérie, ultrapassar cada obstáculo e compreender cada situação que a vida nos coloca, mostrando-nos que só podemos colher os frutos do nosso trabalho depois de tudo ser ultrapassado e esse mesmo fruto estar amadurecido.
O 7 de Ouros fala-nos de tudo isso, lembrando-nos que tudo tem um tempo para crescer e dar os seus frutos, que cada projecto, cada escolha em nós precisa de amadurecer para poder dar os resultados que realmente pretendemos. É preciso ter paciência, deixar o tempo fazer o seu trabalho, compreender que nada acontece mediante capricho ou por aceleração. O tempo é um mestre e entendê-lo, aceitá-lo nas nossas vidas, é reconhecer uma das mais magníficas e poderosas variáveis da missão que nos trouxe à Terra.
Esta semana, olhemos para os nossos projectos, para o nosso caminho, olhemos para nós, e compreendamos o tempo que é necessário para que possamos atingir um determinado patamar. Se ainda não atingimos, não adianta pensar que já o deveríamos ter feito, mas sim continuar a investir e a fazer a nossa caminhada de forma dedicada, com entrega, fé, coragem e determinação. É tempo de cuidarmos, pois as tempestades da vida não levarão o trabalho daquele que na fé assentar o seu propósito, daquele que no Amor estiver focado. Por isso, nestes dias, façamos esse trabalho em nós, deixemos de lado a vivência dos problemas, a comparação que poderemos fazer com os que nos rodeiam e que nos leva a inveja e julgamento, relaxemos e deixemos também a vida levar-nos onde precisamos de chegar, sem nunca desleixarmo-nos naquilo que é o principal, no nosso propósito, no nosso trabalho interior.
Boa semana,
Leonardo Mansinhos

