Ao longo da nossa vida, temos vários objetivos. Uns são conquistados, outros não. Mesmo quando desejamos muito algo na nossa vida, quase como se fosse um sonho para nós, esse desejo não vem sozinho.
Por vezes, vêm também com ele ansiedades e medos. Afinal de contas, muitos sonhos implicam mudanças na nossa vida e também uma saída da nossa zona de conforto. Por isso, há alturas que sentimos dentro de nós um turbilhão de sentimentos que nos levam a algo que a nossa mente é especialista em fazer: autossabotagem.
Basicamente, tentamos convencer-nos de inúmeras crenças que não são verdade, de modo a convencer-nos sobre as razões de não termos sido bem-sucedidos. Usamos essas crenças para mascarar milhentos motivos para justificar o nosso insucesso, quando na verdade aconteceu por autossabotagem. Estas mentiras vão moldando a nossa mente e fazem-nos acreditar numa realidade que não existe a não ser na nossa imaginação.
Reforçarmos a nossa mente com este tipo de pensamentos e crenças pode ser nocivo, pois leva-nos a um caminho que se caracteriza por um esforço mínimo ou menor do que um momento anterior. Afinal de contas, sabemos que, caso algo não dê certo, poderemos sempre lamentar-nos com um “é porque ainda não estava preparado” ou um “é porque não tinha de ser”. No entanto, se calhar até já estávamos preparados, apenas tínhamos medo e, por isso, apenas ficámos presos na nossa mente, sem conseguir discernir aquilo que é real e aquilo que são as mentiras que estamos a dizer a nós mesmos, faltando-nos dar um salto de fé definitivo ou termos mais coragem. Na verdade, sermos corajosos não significa que o medo está ausente de nós, mas, sim, que, mesmo sentindo esse medo e estando conscientes de como nos sentimos e daquilo que poderá correr menos bem, escolhemos ir em frente e tentar. Se não fizermos este caminho, não só deixamos de arriscar, como também acabamos por deixar passar oportunidades e vivências que até eram para nós.
Sejamos capazes de assumir aquilo que queremos e principalmente de assumir a responsabilidade de termos um papel ativo na concretização daquilo que queremos alcançar. Procuremos ser corajosos, mesmo que isso implique sair da zona de conforto, ou mesmo que nos leve a dar somente um passo de cada vez para amenizar as nossas ansiedades e medos. Procuremos ir em frente rumo à nossa conquista, pois a vista a partir do cume da montanha tem outro sabor e a recompensa será muito mais frutífera do que se tivéssemos ficado parados, em baixo, sem experimentar avançar, mesmo que passo a passo. Afinal de contas, se tentarmos, iremos ter um novo caminho feito, novas descobertas e novas histórias, mas principalmente a chance de ter dado certo, algo que só é possível se formos corajosos o suficiente para tentar, sem autossabotarmos a nossa própria felicidade.

